No Dia do Professor eu não poderia deixar de homenagear meu amado pai. Um dos fundadores do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB, ao se aposentar teve seu nome dado a um dos laboratórios da Faculdade de Tecnologia.
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
DIA DO PROFESSOR
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
PARIS - VERSALHES
Em 2011 eu estava com uma viagem marcada com minha irmã, para Portugal e França. Um amigo do grupo de corrida me alertou que eu estaria em Paris exatamente na época das 10 milhas Paris/Versalhes.
sábado, 26 de setembro de 2020
CORAÇÕES SOLIDÁRIOS
Na segunda quinzena de agosto, fui à farmácia e, na entrada, um rapaz (morador de rua) me abordou. Falou:" Moça, eu não vou pedir $ não, mas se a sra puder, me arruma um desodorante?" Comprei o desodorante para ele e voltei para casa de coração partido. Que coisa triste um ser humano não ter um lugar para tomar banho, para se sentir limpo. Daí resolvi criar um grupo com umas amigas, para ver o que poderia fazer para ajudar. Um amigo da minha irmã, às 3ª e 5ª, distribui 5 quentinhas na Rodoviária. A esposa cozinha e ele entrega. São só 5, mas nesses 2 dias da semana, ele está ajudando 5 pessoas a não sentirem fome. Imaginei que poderia ajudar um cara desses, comprando arroz, as embalagens, ou outro insumo. Ou ajudar qualquer pessoa/instituição, que a gente achasse legal. Criei assim o Corações Solidários, com mais 6 amigas e a idéia era cada uma dar 10 reais por mês. Todo dia 30 a gente vê o saldo e compra o que for necessário para doação . Inicialmente éramos 7 colegas da Caixa, e parece mentira o que se dá para fazer com somente 70 pilas. Mas uma foi chamando outra amiga e já somos 54 pessoas. Não controlamos quem deposita, nem o valor. A idéia é simplesmente chegar ao fim do mês e ver o que tem na conta. Decidimos esse mês ajudar o pessoal do Alma Lavada, que promove banho para moradores de rua e também a Liga do Bem, que monta as paredes feitas de caixa de leite, que já apareceu inclusive no DFTV. Essa semana fui no Dia-a-Dia e como a pasta da Oral B estava custando 0,99 e o sabonete Lux 0,89, comprei logo 48 unidades de cada. Comprei também 4 mil grampos de tapeceiro, que foi o material que a Liga do Bem está precisando para juntar as cxs. Hoje fiz a entrega do material de higiene e com o dinheiros que ainda temos na conta, vamos ajudar uma amiga que cuida de moradores de rua, doando 17 cestas básicas.
Ações realizadas em agosto/setembro
Em outubro faremos o Dia das Crianças na creche da Tia Denise, na Cidade Ocidental. Vários participantes "adotaram" algumas crianças, depositando valores maiores. A participação foi tão boa, que só gastamos com a compra dos brinquedos, pois os lanches foram todos frutos de doação, com itens como caixa de bombons, pipoca, jujuba, paçoca e outras guloseimas. E ainda temos um valor expressivo em caixa, que nos permitirá ajudar um lar dos velhinhos em Planaltina, o Crevin, e também um lar que assiste jovens grávidas em estado de vulnerabilidade e crianças. Incrível como juntos conseguimos fazer tanto!
Kit lanche para o Dia das Criançassábado, 9 de maio de 2020
O BRASIL E A COVID
quarta-feira, 25 de março de 2020
MUDANÇA DE HÁBITOS
domingo, 22 de março de 2020
AINDA SOBRE O CORONA...
Há anos eu, meus irmãos e sobrinhos temos uma escala para que todo dia tenha alguém lanchando à noite com meus pais. Era uma maneira de fazer com que eles sempre se sentissem cuidados. Agora já nem sei se isso é válido. Estive lá há 2 dias e só irei novamente depois de amanhã. Me sinto extremamente culpada. Parece que os estou abandonando na mão da cuidadora.
Não tenho medo do vírus por mim, mas morro de medo por eles. Tenho medo que esse vírus leve meus Passarinhos embora. Eles já estão tão idosos, frágeis, vulneráveis.
Uma vez me disseram que o pior sentimento que uma pessoa pode ter é o medo. Pior que o ódio, o rancor. E vejo agora que é verdade, pois o medo está sempre associado a alguma coisa externa, a qual você não tem controle. O medo é paralisante.
A solidão não me abate. Morei 25 anos só e sempre muito feliz comigo mesma. Tenho conseguido me manter ocupada com mil coisas que tenho para fazer, mas, às vezes, me pego pensando em coisas práticas do dia-a-dia, as quais estamos tão acostumados que nem percebemos. Um exemplo é a limpeza aqui do prédio. Essa equipe que limpa o condomínio tem tanto direito de ficar em casa quanto eu. E se isso acontecer? Eu e meu vizinho vamos nos coordenar para cada dia um limpar o hall do nosso andar? Vamos ter que descer para colocar o lixo no container, varreremos nossas vagas na garagem?
Há um exército de formiguinhas que nos proporciona conforto, sem que nem ao menos nos demos conta disso...
sábado, 21 de março de 2020
PRISÃO DOMICILIAR
A COROA E O CORONA
quarta-feira, 11 de março de 2020
O PARDAL
sábado, 27 de julho de 2019
HRAN
A filha dela me avisara que ela fora internada na sexta-feira, 19. Na verdade, quando cheguei lá, constatei que ela estava desde então, na sala de medicação do Pronto Socorro, pois não havia vaga na enfermaria.
O HRAN padece daqueles males que recorrentemente vemos na TV: pessoas instaladas em macas pelos corredores devido a super lotação e a falta total de condições mínimas de conforto.
Me chocou a quantidade de pessoas na sala de medicação e percebi que minha amiga estava usando um vestido que eu conhecia. Não havia aquelas batas que vemos ser distribuídas nos hospitais particulares. Aliás, não havia sequer lençol para os pacientes. O que havia sobre a cama dela, tinha sido levado por sua filha: travesseiros, lençóis, um edredon e um cobertor. Olhando ao redor, percebi que era assim em todas as macas. Uma profusão de cores de roupa de cama, pois cada um havia levado a sua.
No fim da sala, havia uma pessoa, a qual eu só conseguia enxergar dos joelhos para baixo e me chocou a cor dos pés saindo pela coberta. Era de um preto, tão sujo, mas tão sujo, que imagino que aquele paciente não tomava banho há dias. Num local onde a assepsia deveria ser norma, havia esta pessoa que não tinha tido condições sequer de lavar os pés.
O banheiro coletivo não era dos mais limpos, segundo minha amiga, por isso ela preferia se arrastar até um outro, mas longínquo, que ela havia descoberto. Este, pela distância, não era muito frequentado, então era menos sujo. O banho era de água gelada, o que é uma crueldade neste inverno candango, e um convite a pneumonia.
As poucas cadeiras para acompanhantes tinham seu estofamento rasgado, e suas entranhas de espuma expostas.
Após 3 dias tomando dipirona e tylenol, ela disse que iria pedir para o médico dar alta, pois esta medicação ela poderia tomar em casa, onde teria melhores condições de higiene e a atenção permanente da filha.
Fiquei com pena do corpo clínico, obrigado a trabalhar em tão precárias condições. Imagino que a medicação que minha amiga tomava era a única disponível pois, ao ter alta neste mesmo dia, o médico prescreveu um antibiótico. Se era para tomar um antibiótico, porque ele não estava sendo ministrado já no hospital? Certamente não tinha! Há dez dias ela padecia com o pé infeccionado, que estava super vermelho e inchado. Em casa, após apenas 12h da saída do hospital e com o antibiótico correto, o pé voltou ao normal.
Saí de lá tão horrorizada com a situação do HRAN, que eu e minha irmã estávamos verdadeiramente chocadas. Até que ponto essa situação é devida a falta de recursos? Até que ponto não é falta de gestão? Não sei como funciona a legislação de entidades públicas para efetuação de compras, as licitações, mas seria possível também estabelecer parcerias com os empresários? Uma determinada empresa/loja não poderia "adotar" uma ala do hospital, ou, pelo menos, ficar responsável por 10 camas, por exemplo, fornecendo a roupa de cama e vestimenta para os pacientes? Fazendo a manutenção das macas, camas e poltronas? A comunidade do DF não poderia ser envolvida? O povo brasileiro é solidário e, tenho certeza que se chamado a doar, conseguiríamos abastecer todo o hospital de lençóis, fronhas, toalhas.
Mas é preciso que o gestor tome a frente e mobilize as pessoas. Não é possível que a legislação seja paralisante, por medo de eventuais fraudes, e deixe os pacientes a mercê da falta de condições.
A sensação que tive do HRAN foi só uma: aquilo é um depósito de gente. Já vi petshops em que bichos são mais bem tratados...
sábado, 20 de julho de 2019
YOGA
A criatura tem 55 anos, condromalácia nas 2 patelas, tendinite recorrente nos 2 pulsos e já teve capsulite adesiva nos 2 ombros.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
GENEROSIDADE
domingo, 25 de novembro de 2018
TODOS IGUAIS...PERO NO MUCHO...
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
CRIANÇAS
sábado, 15 de setembro de 2018
AMOR DE NOVELA
Eu não tinha idade ainda para dirigir, e ia sempre para aula com minha irmã e a B, de carona, que falava pelos cotovelos.
B era filha temporã, de um total de 5 irmãos, se não me engano. Os irmãos já eram casados e tinham pelo menos uns 10 anos a mais que ela.
Uma dessas irmãs morava no Rio, e B sempre ia de férias para casa de MT, que tinha um enteado que morava com ela.
P era da idade de B, talvez um ou dois anos mais novo. Teoricamente B era "tia" de P, mas isso não impediu que se envolvessem.
Esse namorico/ficada, sei lá como chamar, durou vários verões, várias idas ao Rio, e jamais imaginei que hoje, quase uns 30 anos depois, eu fosse descobrir uma estória de novela!
Os anos se passaram, eu e B acabamos nos afastando, mas soube que ela se casara, tivera 2 filhos.
Pouco antes de me aposentar, uma amiga em comum disse que ela largara tudo (marido/filhos) e se mandara para o Rio.
Não pensei nisso durante anos, mas essa semana encontrei B no Facebook. Num post que ela publicara, um de seus irmãos fazia um comentário sobre P.
De repente me lembrei de toda aquela estória da nossa adolescência, quando ela suspirava cada vez que o Tunai cantava "Frisson", dizendo que aquela música era a cara de P.
Hoje mandei uma mensagem para ela, perguntando se o comentário do irmão dela sobre P era aquele mesmo P, enteado de sua irmã.
Ela me confirmou e disse que se separara em 2009 e estava há 10 anos casada com P. Que ele era um amor e ela era apaixonada por ele.
Fiquei super feliz de ouvir esta estória, que para mim parece um amor de novela.
Duas pessoas viveram momentos especiais na adolescência, cada um tomou seu rumo, mas o sentimento decerto ficou só adormecido.
Não sei em que circunstâncias se reencontraram, mas para mim é inevitável imaginar que ao se virem novamente, todo aquele amor vivido há tanto tempo, deve ter trazido lembranças maravilhosas. Sem dúvida, deve ter rolado um "Frisson".
Acho sensacional ver estas estórias em que o amor no final vence, apesar de hoje ser cada dia mais difícil isso acontecer.
No final, B e P tiveram seus destinos unidos novamente, e a gente fica com aquela sensação gostosa de que, afinal, a gente veio nessa vida mesmo é para ser feliz.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
QUEIMANDO CALCINHAS
quarta-feira, 4 de julho de 2018
INVERSÃO DE VALORES
domingo, 10 de junho de 2018
NUDEZ
Em Zürich vivi uma situação completamente inusitada. Aproveitando o sol e calor do mês de agosto, fomos tomar sol e nadar à beira do lago. Até aí, tudo normal. Centenas de pessoas faziam a mesma coisa, desfrutando do fim de verão. O que me chamou a atenção, é que as pessoas chegavam no gramado, junto ao lago, tiravam suas roupas e colocavam seus trajes de banho, ali mesmo, na frente de todo mundo. Não havia vestiário, cabine, nada. E não havia qualquer forma de pudor também! Num Brasil onde o topless estava causando certo escândalo à época, me pareceu muito inusitada esta postura tão natural frente a nudez.
Percebi que era um costume local, muito natural, pois vi avós, crianças, mães com carrinhos de bebê, todos, sem exceção, se valendo de tal prática. Ningúem tomava banho de sol ou nadava nu. Apenas trocavam de roupa na frente de todos. Vi executivos que pareciam querer aproveitar sua hora de almoço para um bronzeamento rápido, voltando a colocar seus ternos e voltar para seus escritórios.
Confesso que, no auge dos meus 19 anos, aquilo de certa forma me chocou. Era moderno demais para minha cabeça tupiniquim!
Passados 13 anos, fui à Grécia com E. Em Mykonos alugamos uma scooter e, num dia de sol, mas muito vento friozinho, fomos conhecer a praia Paradise, que havíamos ouvido falar ser muito bonita. Ao chegarmos lá, constatamos a beleza do local, mas vimos também se tratar de uma praia de nudismo. Era nudismo, mas um nudismo "família": famílias inteiras, de todas as faixas de idade se estendiam sobre a areia. Quando chegamos lá, o vento já amainara e o calor resolvera dar as caras. Como estávamos sem roupa de banho, propus a E. que simplesmente entrassemos no clima local e tirassemos nossas roupas. Meio chocado com a minha proposta, ele se recusou e, sentado sob o guarda-sol, me viu placidamente tirar a roupa e ficar de bruços numa espreguiçadeira, enquanto ele ficava heroicamente "derretendo" dentro de sua calça jeans. Depois começou a relaxar, dizendo que iria tirar uma foto (mas máquinas eram proibidas) e mandar para o meu pai, dizendo: "olha só o que a sua filha anda aprontando na Grécia!". A nudez era uma coisa tão natural na praia Paradise, que a moça que cobrava o aluguel da mesa/espreguiçadeira/guarda-sol, vinha apenas com uma pochete em torno da cintura, onde colocava o dinheiro recebido.
Depois de ver a tranquilidade como crianças e pessoas também muito idosas desfrutavam do dia de sol, E. finalmente resolveu tirar a calça jeans e ficar só de cueca. Falei para ele que aquilo estava ridículo: ele chamava mais atenção naquele traje do que qualquer outra pessoa nua na praia. Mas não teve jeito, seu pudor foi maior.
Após umas duas horas, resolvemos conhecer a praia Super Paradise, que constava do nosso guia. Deixamos a scooter de lado e fomos a pé. Só um pequeno morro separava as duas praias e fomos caminhando por uma trilha, eu na frente e ele me seguindo. Ao descer na enseada, tomei um susto e freei bruscamente. E. perguntou o que acontecera e, quando se posicionou ao meu lado, viu na enseada uns 300 caras completamente nus. Chegaramos a uma praia de nudismo gay. A nossa chegada também deve ter chamado a atenção deles, pois pareceu-me que 300 pares de olhos nos olhavam curiosamente, se perguntando o que um casal de homem e mulher faziam no local. Perguntei para o E. o que deveríamos fazer então, e ele disse para percorrermos toda a enseada e irmos até a outra ponta, onde havia uma barraca de praia. A gente tomaria uma Coca Cola e daí voltaríamos, caminhando naturalmente, sem demonstrarmos o quanto estávamos surpresos. E assim fomos nós. Ao caminharmos pelas ruas de Mykonos, jantando em pequenos restaurantes nos dias anteriores, já havíamos percebido que a ilha parecia ser um paraíso gay internacional, mas nada me preparara para ver uns 300 homens completamente nus num só lugar!!! Todos eram muito branquinhos, com cara de alemães ou nórdicos. Na verdade, eram cor de rosa, devido as horas de sol inclemente que deviam ter tomado na praia. Mas o que me surpreendeu mais, é que eram completamente depilados. Todos. Apesar do meu ar blasé o meu espanto deveria ser visível, pois E. não resistiu e falou: você nunca viu tanto pinto junto, né? NÃO MESMO!!!
quarta-feira, 2 de maio de 2018
BICHO NA ILHA 1
quinta-feira, 5 de abril de 2018
MALUCO BELEZA
Arquivo era almoxarife do Grande Hotel em seus áureos tempos, e sabia a localização de absolutamente tudo, daí seu apelido.
Em 2007, C. organizou um bloquinho no Carnaval, e saímos da Fonte da Bica e fomos até a Praça da Quitanda atrás de uma bandinha. Lá encontramos Arquivo, e C. não pensou duas vezes: pegou uma cadeira branca dessas de plásticos, colocou Arquivo sentado e, com ajuda de alguns amigos, o levantou no alto, desfilando por toda a praça. Arquivo lá de cima jogava beijos, como um grande imperador em seu trono romano!








