quinta-feira, 15 de outubro de 2020

DIA DO PROFESSOR

No Dia do Professor eu não poderia deixar de homenagear meu amado pai. Um dos fundadores do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB, ao se aposentar teve seu nome dado a um dos laboratórios da Faculdade de Tecnologia.

Praticamente todo ano era escolhido pelos formandos para ser o professor homenageado.
Cresci convivendo com esses alunos, que ele sempre levava para almoçar lá em casa, ou passavam para buscar um livro, um projeto.




Mas o papel mais importante que ele desempenhou como professor, foi na criação de seus filhos, onde sempre foi, e ainda é, exemplo de retidão, honestidade e ética. Isso faculdade nenhuma ensina.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

PARIS - VERSALHES

Em 2011 eu estava com uma viagem marcada com minha irmã, para Portugal e França. Um amigo do grupo de corrida me alertou que eu estaria em Paris exatamente na época das 10 milhas Paris/Versalhes.

Me empolguei com a idéia de participar e rapidamente fiz minha inscrição, já agendando os exames cardiológico, pois era necessário enviar um atestado médico.
Depois de 12 dias vagabundeando, comendo muito e zero treino, o dia da corrida chegou.  O calor em Paris estava brabo e um taxista comentara que há anos não via um verão tão quente.
A largada é feita no pilar oeste da Torre Eiffel e é tanta gente, mas tanta gente, que a largada é parcelada, a cada 350 participantes. A minha foi a 42ª, e, apesar da largada estar marcada para às 10h, por conta desse "parcelamento" da largada, só saí às 10:40h. 
Muitas pessoas que chegaram mais cedo, quando o clima estava mais ameno, se desfazem dos agasalhos, largando-os na rua, e me assustei com a quantidade de ciganos que recolhem esse material.
Achei que o percurso passaria por ruas mais bonitas, mas vai em direção ao subúrbio. Logo no primeiro quilômetro, tinha uma orquestra tocando. Depois, praticamente km sim, km não, havia uma banda: rolou jazz, rock, só percursão e até uma daquelas bandinhas alemãs que a gente vê na Oktober Fest.
No km 5,8, começa uma subida insana, em Côte des Guardes. Vai até o km 8, e eu já lera sobre ela na internet, mas nada me preparara para algo assim. Nunca vi uma subida dessas numa corrida. Era pior que as ladeiras da Bahia.
Ao longo das ruas iniciais a população fica na lateral, incentivando e, ao passar por um prédio onde as pessoas estavam na varanda, alguém gritou "Brèsil", ao ver minha camiseta.


A partir do km 10 a gente entra num bosque e aí fica mais tranquilo. As copas das árvores se fecham por cima, então há sombra por todo o trecho. Me peguei imaginando as carruagens de tempos antigos, saindo de Paris para o Castelo.
A organização é excelente, com muitas ambulâncias ao longo do percurso, e nos pontos de água havia também torrões de açúcar e laranja. Alguns metros mais para frente, viam-se estendidas nas laterais, lonas plásticas parecidas com aquelas de caminhão, onde se jogava os copos d´água. Super prático para recolher, pois vi que apenas 2 pessoas conseguiam dobrá-las recolhendo todo o lixo.
A chegada  é na Avenida Paris, com uma subida leve, mas constante.
No dia anterior eu e minha irmã tínhamos ido a Versalhes, que ela ainda não conhecia e também para que eu fizesse um reconhecimento da área. Aproveitei para já comprar o tkt do trem de volta, para não ter que levar $. Porém, no dia da corrida os vagões são liberados e o trem para retornar a Paris é gratuito. Totalmente tomado por corredores, num clima de festa.
Uma corrida que vale a pena todo corredor fazer!