quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

VIDAS DESPERDIÇADAS

No sábado de Carnaval o filho de um amigo teve morte cerebral.
O apelo que meu amigo fez por orações; o apelo que ele fez a Deus, era de cortar o coração...
Não deveria ser permitido a ninguém sentir tamanha dor.

Por conta disso, me lembrei do esforço diplomático brasileiro para salvar do fuzilamento na Indonésia, do traficante Marco Archer.
Ele se dizia arrependido, e argumentava que todo mundo merece uma segunda chance.
Na teoria eu até concordo, mas me parece claro que ele só se arrependeu, porque o esquema dele deu errado.
Se ele tivesse embolsado a grana com a venda de toda a droga com que tentava entrar no país, ele teria se arrependido?? Certamente que não.
Não vi na impressa qualquer menção à quantidade de pessoas e famílias que seriam destruídas com o seu comércio ilegal.
Por isso, achei um absurdo até a Presidente da República pedir clemência.
Não houve apelo que convencesse as autoridades da Indonésia a voltar atrás e ele acabou fuzilado.
Morreu.
Assim como está morto o coração do meu amigo, que perdeu um filho de 20 anos para as drogas.

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