Ainda há pouco escrevi sobre minha lancheira no trabalho.
Talvez tenha passado a idéia de que só comia coisitas saudáveis.
Como existem ainda muitas testemunhas vivas que trabalharam comigo, passeando sobre este planeta, acho melhor eu contar a verdade.
Lembro até hoje da estória da paçoca, que foi um dos casos em que tive a verdadeira sensação de que precisava arranjar um namorado.
Eu estava separada já há um tempo e parecia estar "invisível". Queria sossego no meu coração e nem pensava em ter ninguém.
Aí, meu Superintendente, (sim, aquele mesmo da gordura trans!!!), passou de novo atrás de rango.
Falei que eu tinha uma paçoquinha na gaveta. "Gosta de amendoim, Chefinho?"
Minha amiga do lado falou na hora: "Come não, Chefinho! Essa paçoca está na gaveta dela há mais de mês. Deve estar para lá de passada!"
Não perdi a pose e e ainda retruquei:
"Um mês? Qual o problema? Eu estou aqui desde 1964 e não estou vencida!"
Tomei na lata:
"É, Vi... mas também não tem ninguém te comendo!"
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